
Juliana Rossi, vocalista das bandas Hevorah (Nightwish Cover), Ritual Flame (Evanescence Cover) e Apocalypse (Arch Enemy Cover) conversou com o articulista Renato Dell e respondeu algumas perguntas sobre seus pensamentos, gostos e influências, colocando em questão algumas polêmicas dentro do mundo cover.
1) O que você ouve em casa?
Eu ouço de tudo, Arch Enemy, Within Temptation, After forever, temas de filmes e etc.
2) Quais são as suas inspirações como vocalista, além de Tarja Turunem e Amy Lee?
Em primeirÃssimo lugar Sarah Brightman, sou muito fã dela. Me inspiro bastante também na Angela Gossow.
3) Você acha que foi importante a abertura que a MTV deu com o Covernation, que foi a grande alavanca pro seu sucesso?
Com certeza, foi a partir desde momento que pudemos demonstrar o nosso trabalho para um número grande de pessoas.
4) Mesmo com essa oportunidade, acha que as bandas covers são subestimadas e mal-pagas?
Com certeza! Porque gasta-se muito em ensaios, em compra de instrumentos, para organizadores safados dizerem que não tem nem cinqüenta reais para a banda cobrir gastos como gasolina. Além de tudo, contamos ainda com a falta de ética que as bandas de um mesmo cover, que se prostituem tocando de graça. Para você entender o que estou querendo dizer, pense no seguinte ponto de vista: “Qual a diferença entre um músico amador que toca de graça e uma prostituta?†– A prostituta ganha pelo que faz.
5) Como acha que está a cena do Metal Underground no Brasil?
Em termos de música própria eu acho excelente. As bandas mais antigas estão a todo vapor e as novas com idéias muito boas.
6) Você acha que covers acrescentam alguma coisa à música?
Claro que sim! Influências e mais influências. Cover é uma escola da qual aprendemos com os nossos músicos favoritos.
7) O que você pensa sobre a atual situação do Nightwish? Acha que a banda chegou ao fim? E sobre a Tarja, acha que ela já deu tudo o que tinha que dar?
Não acho que a banda chegou ao fim, muito pelo contrário, a banda chegaria ao fim se o compositor Tuomas Holopainen, que na minha opinião é a alma do Nightwish, saÃsse da banda. Sobre a Tarja, eu não ouvi os projetos solos dela, acho que ela é uma ótima cantora, e deve continuar sua carreira com ou sem o Nightwish, porque ela já demonstrou muitas vezes que tem muito talento.
8) O que você espera da nova vocalista do Nightwish?
Que cante bem, de preferência (risos).
9) Acha que teria chances de conseguir um cargo na banda se mandasse algumas tapes, da mesma forma que aconteceu no Judas Priest quando Rob Halford saiu?
Não sei, seria muita pretensão da minha parte esperar que isto pudesse acontecer comigo, porém se rolasse, eu ficaria muito feliz.
10) Como foi o processo de saÃda do baterista Murilo Fenili, do Hevorah? Já estão de olho em algum substituto?
O Muka saiu por não conseguir conciliar música + universidade + trabalho, por isso ele pediu para sair da banda. Não estamos de olho em ninguém, estamos apenas fazendo testes.
11) De quem foi a idéia de compor “In The Company Of Angels†e como foi composta?
Não foi uma idéia premeditada, apenas um momento de inspiração bem sucedido. Foi composta por mim pelo guitarrista Fabricio Fenili, e por um amigo meu Leandro Arantes, guitarrista da minha antiga banda.
12) Como é a relação de vocês com os fãs?
Maravilhosa, adoramos eles, pois são eles quem fazem o HevoraH acontecer.
13) Quais músicas mais gosta e quais menos gosta de tocar?
Não gosto muito de cantar Everybody’s Fool, Wanderlust, (risos). E amo cantar The Phantom of the Opera, Dark Chest Of Wonder, Cmwys, The Masked.
14) Qual foi o show que mais gostou de fazer e qual foi o mais importante?
O show que eu mais gostei de fazer com o Ritual Flame e com o HevoraH em Itajubá. Público maravilhoso. Show com o Avantasians de estréia também foi muito bom! Na verdade não existe show mais importante, para mim e para a banda todos tem a mesma importância.
15) Deixe sua mensagem para as pessoas que estão começando com suas bandas, cover ou não.
Tenha muita força de vontade, paciência e perseverança.
Fonte:
ambientemusical